" A Terapia Floral é considerada por muitos
uma psicoterapia em gotas"
As
essências florais são extratos líquidos naturais e altamente
diluídos de flores, plantas e arbustos, que se destinam ao
equilíbrio dos problemas emocionais, operando em níveis vibratórios
sutis e harmonizando a pessoa no meio em vive. O objetivo da terapia
floral é o equilíbrio das emoções do paciente buscando a consciência
plena do seu mundo interior e exterior. Problemas de saúde
freqüentemente têm suas origens nas emoções; sentimentos que foram
persistentemente reprimidos irão emergir, primeiro, como conflitos
mentais e, depois, como doença física.Segundo a OMS (Organização
Mundial da Saúde) a terapia floral é considerada uma medicina
complementar à tradicional, eficaz e recomendada. Pode ser usada por
qualquer idade, desde recém-nascidos à chamada terceira idade e até
mesmo por gestantes. Não possui efeitos colaterais, nem
contra-indicações, não criam dependência física. Podem ser
administradas juntamente com os remédios homeopáticos, alopáticos e
fitoterápicos, sem nenhum problema.Você não precisa deixar de usar
seus outros remédios por causa dos florais, mas com o tempo você
verá que o princípio básico das essências florais é fazer com que o
seu organismo "fabrique" seus próprios anti-corpos para que a doença
seja combatida por você mesmo.Você participa ativamente do seu
processo de cura.
Quem foi o inventor da Terapia Floral?
Dr.
Edward Bach nasceu em 24 de setembro de 1886, em Moseley, um
vilarejo perto de Birmingham, Inglaterra. Com 17 anos alistou-se no
Corpo de Cavalaria de Worcestershire, onde pode liberar mais seu
amor pelos animais e passar algum tempo em contato com a
natureza.Nesta época já não se conformava com os tratamentos
paliativos que seus colegas trabalhadores recebiam, e acreditava
haver um meio de curar realmente, inclusive as doenças tidas como
incuráveis. Com 20 anos entrou na Universidade de Birmingham.
Finalizou os estudos com o treinamento prático no "University
College Hospital" em Londres, em 1912. Além dos diplomas e títulos
que obteve ao se formar, recebeu também os títulos de
Bacteriologista e Patologista, em 1913, e o diploma de Saúde
Pública, em 1914.
Filosofia do Dr. Edward Bach:
Para
o Dr. Edward Bach o importante era tratar a personalidade da pessoa
e não a doença. A doença é o resultado do conflito da alma (Eu
Superior - a parte mais perfeita do Ser) e da personalidade (Eu
Inferior - o que nós somos, no nosso dia-a-dia). Ele dizia: "O
sofrimento é mensageiro de uma lição, a alma envia a doença para nos
corrigir e nos colocar no nosso caminho novamente. O mal nada mais é
do que o bem fora do lugar".
Seu
conceito de saúde era: harmonia, integração, individualidade e
integridade. O importante é a alma e a personalidade estarem em
perfeita sintonia através do equilíbrio emocional. As essências
Florais de Bach tratam a pessoa e não a doença: a causa e não o
efeito.
Origem das doenças é proveniente de sete defeitos do homem:
1.
Orgulho
2. Crueldade
3. Ódio
4. Egoísmo
5. Ignorância
6. Instabilidade Mental
7. Cobiça, Gula
São sete os caminhos do equilíbrio emocional:
1.
Paz
2. Esperança
3. Alegria
4. Fé
5. Certeza
6. Sabedoria
7. Amor
A
doença do Dr. Edward Bach como caminho da auto-cura:
Neste ano, foi rejeitado para servir na Guerra fora do país,
provavelmente por sua saúde frágil. Entretanto, ficou responsável
por 400 leitos no "University College Hospital", com o trabalho no
Departamento de Bacteriologia e também como Assistente Clínico do
Hospital da Escola de Medicina (período de 1915 a 1919). Trabalhou
incansavelmente mesmo não sentindo-se bem, e, após avisos constantes
de pré-estafa não respeitados, teve uma severa hemorragia em julho
de 1917. Submetido a uma cirurgia de urgência, foi-lhe comunicado
que talvez não tivesse mais que três meses de vida.
No
entanto, sentindo uma melhora, reuniu suas forças e foi para o
laboratório trabalhar. Passou a dedicar-se à pesquisa dia e noite.
Além de não pensar na doença por ter a sua mente ocupada, voltar a
trabalhar em função do objetivo da sua vida lhe trazia energia para
prosseguir. Em pouco tempo estava totalmente recuperado.
Passou a ser cada vez mais conhecido pelas suas descobertas no campo
da bacteriologia. Trabalhou em tempo exclusivo para o "University
College Hospital", e depois como bacteriologista do "London
Homeopathic Hospital", permanecendo lá até 1922. Foi nesta situação
que conheceu a Doutrina de Hahnemann e seu livro básico: o "Organon
da Arte de Curar", escrito mais de cem anos antes do seu tempo.
Descobriu a genialidade de Hahnemann, que curava mais guiado pelos
sintomas mentais que pelos físicos.
Os remédios nosódios do Dr. Edward Bach:
Em
1926, publica com C.E. Wheeler o "Cronic Disease.A Working
Hypothesis". Nesta época, os nosódios intestinais, já conhecidos
como Nosódios de Bach, eram utilizados em toda Grã-Bretanha e também
em vários outros países.
Bach
começou então tentar substituir os nosódios por medicamentos
preparados com plantas, e foi a esta altura que utilizou pelo
sistema homeopático de diluição e potencialização, duas flores que
trouxe de Gales, em 1928. Estas plantas eram Impatiens e Mimulus.
Pouco depois também utilizou Clematis. Os resultados foram
encorajadores. Também nesta época começou a separar os indivíduos
por grupos de semelhança de comportamento, como se sofressem do
mesmo problema. Ele mesmo conta que isto aconteceu, depois que foi
em uma festa, e ficou em um canto observando as pessoas quando aí
teve um insight. Bach imaginou que deveria existir um medicamento
que aliviasse este sofrimento comum a cada grupo de indivíduos.
A
decisão do Dr. Edward Bach de incorporar na Medicina Tradicional a
Terapia Complementar com os Florais :
Em
1930, resolveu largar toda sua rendosa atividade em Londres, o
consultório da Harley Street e os laboratórios, para buscar na
natureza este sistema de cura que idealizara desde pequeno, e que
sentia estar próximo dele. Tinha, então, 44 anos. Partiu para Gales.
Ao chegar, descobriu que levara por engano uma mala com calçados no
lugar de uma com o material necessário para o preparo de
medicamentos homeopáticos: almofariz, vidros, etc. Isto acabou
impulsionando-o mais rapidamente na direção da descoberta de um novo
sistema de extrair as virtudes medicamentosas das
plantas.Caminhando, agora com seus próprios sapatos sempre em busca
de novas flores que aliviariam as aflições da alma humana A
homeopatia não estava longe, mas não era exatamente o que procurava.
Deixou, portanto, a fama, o conforto e um lugar de destaque na
sociedade médica londrina. Antes de ir, queimou tudo o que já tinha
escrito até então e deixou o resto do trabalho para ser concluído
pelos colegas e auxiliares que trabalhavam com ele.
Foi,
no entanto, encorajado pelo Dr. John Clark, diretor do Homeopathic
World, um jornal médico homeopático, que colocou seu periódico à
disposição para que Bach publicasse suas descobertas. Esta
oportunidade foi totalmente aproveitada por Bach. No outono de 1935,
descobriu Mustard, o último dos 38 florais. Morreu dormindo em 27 de
novembro de 1936 (de parada cardíaca com 50 anos de idade) em sua
casa em Monte Vernon, Grã Bretanha, onde hoje funciona o Bach Centre
e onde ainda são colhidas as flores e preparadas as essências.
As Essências Florais no Mundo de Hoje:
O
uso de flores e plantas no tratamento humano é muito antigo.
Pesquisas indicam que as flores já eram utilizadas com este objetivo
antes de Cristo. Os aborígines australianos comiam a flor inteira
para obter os seus efeitos, tanto os egípcios, como os africanos e
os malaios já faziam uso delas tratar dos desequilíbrios emocionais.
Há registros de que no século XVI Paracelsus já utilizava as
essências florais para tratar de desequilíbrios emocionais em seus
pacientes.O médico e filósofo grego, Hipócrates, considerado o pai
da medicina ocidental gostava de repetir enquanto cuidava dos seus
pacientes que "o homem é uma parte integral do cosmo e só a natureza
pode tratar seus males"A partir do século 17, quando as idéias do
filósofo René Descartes começaram a influenciar a ciência, os
tratamentos médicos passaram a ver o corpo humano como uma máquina
em que cada parte tinha uma função específica e independente. Para
Descartes, entendendo-se cada uma das partes, entende-se o
todo.Nesta época a medicina esqueceu o conselho de Hipócrates.
Atualmente a teoria de Descartes já não faz muito sentido. A ciência
mais que provou a intrínseca relação entre mente e corpo e suas
conseqüências para a saúde humana. Também está claro que isolar uma
parte do corpo e desconsiderar o resto é receita segura para efeitos
colaterais inesperados.
Nos
anos 30, o Dr. Edward Bach queria as essências florais em todas as
casas para que os membros de uma mesma família se beneficiassem
desta nova maneira de tratamento.Hoje, passados 70 anos, a Terapia
Floral está se consolidando, a cada dia.Sendo principalmente
entendida e respeitada pelos médicos.O trabalho médico-terapeuta vem
sendo difundido em muitos consultórios com êxito na cura total do
paciente.
As
essências florais são consideradas remédios homeopáticos nos EUA. A
Inglaterra tem rígidos padrões de qualidade com os seus remédios de
florais. E, assim é em vários países do mundo. No Brasil, as
essências florais surgiram nos anos 80 e se intensificaram nos anos
90, como um novo conceito de tratamento complementar , assim como a
Acupuntura e a Homeopatia.
É
necessário "acreditar" nos florais para surtir efeito de cura ?
Não,
absolutamente.
As
essências florais não são uma crença, nem alopatia, nem homeopatia,
nem fitoterapia e muito menos algo de caráter religioso.É uma
ciência que estuda a psicossomática das doenças físicas.Segundo
estatísticas da própria ciência, o chamado efeito placebo
(auto-sugestão) só funciona em 30% das pessoas. Na prática, as
essências florais têm efeito nítido em quase todos os casos,
ultrapassando em muito a estatística esperada caso fosse apenas
auto-sugestão. Essa hipótese dilui-se cada vez mais ao observamos os
ótimos resultados em indivíduos com deficiências mentais,
inconscientes e, até mesmo, em animais e plantas. A verdade é que a
Química não é a ciência adequada para analisar o floral. Melhor
seria se fosse a Física Quântica, pois o poder de atuação das
essências não é químico, e sim, eletromagnético, energético.
Quanto tempo dura o tratamento com os florais?
Para
início do tratamento a tomada dos florais será por um mês.Após esse
período , se faz necessária uma nova consulta para reavaliação.O uso
contínuo dos florais por um determinado período de tempo, levará o
indivíduo a uma melhor compreensão de suas emoções, e permitirá
fazer um trabalho intrínseco do “descascar a cebola”, ou seja
destrinchar os problemas aos poucos até chegar em seu âmago.
Amplia-se, assim, o auto-conhecimento, numa espécie de "psicoterapia
líquida" que resulta numa melhoria da qualidade de vida como um
todo, podendo chegar até à reversão das somatizações. Ao ocorrer uma
alteração no quadro emocional, muda-se também uma ou mais das
essências escolhidas para que haja uma adequação para o novo
momento. Existe também a possibilidade de um acompanhamento semanal
do paciente com o terapeuta floral para que esse processo de
auto-conhecimento seja até mais rápido.